domingo, 15 de março de 2015

F E L I C I D A D E

Não se sabe o que motiva alguém a fazer algo negativo em relação a si mesmo, ou a outras pessoas. Essa necessidade de afirmação de que algo não está correto. Há necessidade de se sentir mais inteligente, há necessidade de se sentir mais feliz. Necessidade advinda da demonstração de outra pessoa que o mundo é uma eterna competição de subordinação. A felicidade está na subordinação. Está no momento em que se olha para outra pessoa e a seguinte frase perpassa na mente: "Sou melhor nisso que ela!". A felicidade está numa estrutura hierárquica e segregacionista, onde quanto mais alto e seleto seu nível, mais feliz estará.

A felicidade nunca se está na igualdade; muito menos no comunitário. Nunca esteve na visão de outra pessoa conquistando coisas materiais ou não que a beneficiasse de forma externa ou não. Nunca esteve em momentos compartilhados, em realidades congruentes. O mundo sempre foi uma eterna guerra; as relações sociais sempre foram um eterno jogo de subordinação. Com suas variáveis implicações, o ser humano vai confirmando seu perfil não sociável. Vai confirmando que em sua vivência como humanidade e comunidade, foi caminhando para o individualismo. Seja uma relação meramente social, ou uma relação sentimental, sempre haverá um ponto onde o ponto crucial para a felicidade de uma pessoa estará presente: ela mesma.

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